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Prós e contras da cirurgia bariátrica por quem já passou pelo procedimento

Da Redação | 02/09/2020 às 18h37

Prós e contras da cirurgia bariátrica por quem já passou pelo procedimento

Foto: Suellen Mendonça / Arquivo Pessoal

A cirurgia bariátrica é um procedimento que reúne um conjunto de técnicas de diminuição do estômago destinada a redução de peso de pacientes com obesidade, ou doenças que podem ser agravadas ou associadas ao excesso de gordura corporal. De forma geral, a cirurgia bariátrica é considerada como uma alternativa segura de tratamento para obesidade.

Em todo o ano de 2018, foram realizadas 63.969 cirurgias bariátricas, sendo 49.521 pela saúde suplementar (planos de saúde), conforme dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 11.402 cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 3.046 cirurgias particulares. Já em 2019, somente os planos de saúde registraram 52.699 cirurgias realizadas.

Para falar sobre os prós e contras da cirurgia, convidamos a Suellen Mendonça para compartilhar sua experiência diante do procedimento.

“A decisão de operar veio depois de 15 anos lutando com a balança. Depois da gestação do meu primeiro filho, Lucas, eu nunca mais consegui voltar ao meu peso. Fiz todas as dietas que me ensinaram, fiz tratamento com nutricionista, endocrinologista, tomei remédios, e até perdia peso, mas logo recuperava o que havia perdido e ainda ganhava mais uns quilos de brinde. O fracasso nas tentativas pra emagrecer contou muito, mas o psicológico e a saúde também. Eu estava deprimida, cansada, não tinha disposição pra nada, me sentia mal, as roupas não serviam, nada ficava bom no corpo, a autoestima estava zerada, tinha dificuldade pra realizar coisas insignificantes, tipo abotoar uma sandália, cruzar as pernas, cortar as unhas dos pés. Na saúde o pior eram as dores, na coluna, nos joelhos, articulações. Quando somei tudo isso, coloquei tudo na balança e optei pela cirurgia porque tinha nela a minha última ficha”, explicou a entrevistada.

Suellen lembra que estudou sobre a cirurgia, entrou em grupos do Facebook de pessoas que queriam operar e que já eram operadas, ouviu depoimentos que a incentivaram e outros que a desmotivaram, mas concluiu que valia a pena tentar. “Eu poderia ser bem sucedida na minha cirurgia ou não, mas acredito que eu estava tão bem informada, tão disposta e tão decidida que tudo isso somou em meu favor”, contou.

Os pontos positivos da cirurgia Suellen considera que são: a disposição, o resgate da autoestima e do amor-próprio, a facilidade de encontrar roupa, se sentir bem em tudo que veste, conseguir realizar aquelas coisas mais simples, como abotoar a sandália, subir escadas, cortar as unhas dos pés, cruzar as pernas. “E a saúde melhora também. A pressão arterial baixa, a glicemia baixa, as dores melhoram, enfim, é outra qualidade de vida”.

Já os pontos negativos se resumem ao primeiro mês do pós-operatório. “Da cirurgia em si não senti dor ou qualquer desconforto, mas a adaptação do novo estômago não é fácil. Primeiro vem a dieta líquida, que como o nome já diz, são permitidos apenas líquidos, depois os alimentos são cozidos, batidos no liquidificador e peneirados, depois só batidos no liquidificador. Em seguida, vem a dieta pastosa, tudo em forma de purê. E por último a introdução da dieta sólida. É como um bebê, que reaprende a comer. Isso tudo acontece em 30 dias, depois disso é vida o mais próximo do normal possível”, descreveu.

Suellen também destacou pontos importantes como a adaptação, a suplementação com vitaminas, a queda de cabelo e a flacidez. “Não me incomoda tomar as vitaminas, mas tem dias que acabo esquecendo. Eu perdi muito cabelo mesmo, essa parte me deixou bem triste. A flacidez também mexe com o psicológico, mas é o preço que meu corpo teve que pagar por eu ter passado metade da minha vida carregando o dobro do peso que ele deveria suportar e eu sou grata a ele por isso. E é um processo, se for algo que incomoda muito é possível melhorar com academia e cirurgia reparadora”.

Hoje, após um ano e meio da cirurgia, Suellen perdeu 44kg e o seu único arrependimento é o de não ter feito a cirurgia antes. “Talvez seja cedo pra comemorar, porque os resultados são vistos a longo prazo, mas até aqui valeu muito a pena.  Tenho uma vida normal, fui obrigada a aprender os meus limites, porque hoje sei exatamente quando parar e o que não me cai bem. Eu como muito mais vezes mas em pequena quantidade, e tem alguns alimentos que não caem bem, eu já aprendi e não insisto”.

Uma das complicações pós-cirúrgicas mais comuns é Síndrome de Dumping – que é causada pela passagem ligeira de gorduras e açúcares para o intestino, que ocorrem pelas mudanças no trânsito alimentar após a cirurgia bariátrica. Essa concentração repentina de açúcares e gorduras faz com que o intestino absorva água do organismo para diluí-los, podendo causar sintomas como náuseas, fraqueza, suor intenso, diarréia, sensação de sonolência e desmaio.

Em contrapartida, Suellen contou que não teve complicações, nem entalos e raramente tem dumping. “O primeiro ano da cirurgia é uma fase de ‘desnutrição’, então agora o meu cabelo está ganhando volume e brilho. Fiz cirurgia reparadora de seio e abdômen, que era o que mais me incomodava, e hoje estou bem de saúde e feliz com o meu corpo. Acho que não farei mais nenhuma cirurgia reparadora”, concluiu.

O Conselho Federal de Medicina regulou quatro tipos de operações. Suellen optou pelo procedimento conhecido como Bypass Gástrico, que realiza duas intervenções: reduzindo o estômago e desviando o intestino.

No que diz respeito à parte burocrática, a cirurgia foi coberta 100% pelo plano de saúde e foi tudo bem rápido. Após três meses da entrada no processo, ela realizou todos os exames pré-operatórios, apresentou os laudos para o cirurgião e agendou a cirurgia.  No mês seguinte, já estava sendo operada.


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